quarta-feira, 6 de maio de 2009

Doctor and Patient - A Portuguese novelist dissects his country.


in "The New Yorker" May, 4, 2009

"The Portuguese novelist António Lobo Antunes discovered his literary vocation while delivering babies, performing amputations, and carving up corpses. Lobo Antunes trained as a doctor, and in the early nineteen-seventies, during military service, he was dispatched to Angola, near the end of a futile war in which the faltering Portuguese empire grappled to retain its African colony. In a makeshift infirmary, he lopped off limbs while a queasy quartermaster—disqualified from operating because the sight of blood made him sick—turned away and recited instructions from a textbook. Lobo Antunes also assisted a witch doctor who presided over births. As he recalls in a new volume of essays and short stories, “The Fat Man and Infinity” (translated by Margaret Jull Costa; Norton; $26.95), he spent hours struggling “to pull living babies from half-dead mothers” and sometimes emerged into the daylight “holding in my hands a small tremulous life,” while mango trees rustled overhead and mandrills looked on. At such moments, he came “closest to what is commonly known as happiness.” The experience brought about a novelist’s epiphany. There was another way, Lobo Antunes saw, to fill the world with extra existences: characters could emerge fully formed from their creator’s brain, rather than making their blood-smeared escape from the womb.

With luck, a novelist can beget new lives, but he is also obliged to commemorate lives that cannot be saved. Back in Lisbon, after the war, Lobo Antunes worked at a hospital that treated children with cancer. The experience provoked a metaphysical rage; he found himself railing against a God who permitted such agony. He watched as a five-year-old boy with leukemia screamed for morphine. When the child died, two orderlies arrived with a stretcher, but the wasted body was so small that they chose to bundle it in a sheet. A foot slumped free of the shroud and dangled ineffectually in the air. Lobo Antunes decided, he said in a recent interview, “to write for that foot.”

Lobo Antunes published his first two novels in 1979. Since then, there have been twenty-one others, earning him a succession of European prizes. He is less well known to American readers, although nearly half of his novels have appeared in English—most recently “What Can I Do When Everything’s on Fire?” (translated by Gregory Rabassa; Norton; $19.95)—and Dalkey Archive has begun to publish earlier, previously untranslated Lobo Antunes works, starting with the 1980 novel “Knowledge of Hell” (translated by Clifford E. Landers; $13.95). Internationally, Lobo Antunes is overshadowed by his older colleague José Saramago, who won the Nobel Prize in 1998. At home, the two writers, like rival political parties or sports teams, have noisy partisans, and those who cheer for Lobo Antunes claim that the wrong man won the Nobel. Lobo Antunes himself apparently agrees: when the Times called for a comment on Saramago’s victory he grumbled that the phone was out of order and abruptly hung up. "

DIA 16 NA FLLX!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 2 de março de 2009

...And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time ...

continuamente a tocar no meu ipod...


“Meu pobre bicho-de-conta
Que te enrolaste de vez
Já não vives nos jardins
Já não sentes, já não vês
Só sei, meu bicho-de-conta,
que te enrolaste de vez

Minha alma, se te matei
Perdoa por esta vez
Fiz-te aspirar tão acima
Que desceste onde hoje vês
A seres um bicho-de-conta
que te enrolaste de vez

Não deixes o desespero
Ferir-te onde tu não vês
Há mais coisas nesta vida
Mais prazeres que não vês
Que essa dor que te atingiu
E que te enrolou de vez

Meu pobre bicho-de-conta
Que te enrolaste de vez”

Luís de Macedo

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

MISS HOME...



"O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia."
A. Caeiro

"I'll go to your room, but you have to seduce me."

HJ O MEU HORÓSCOPO NO DESTAKE REZAVA: " NO AMOR SIGA OS CONSELHOS DOS SEUS PAIS"! ORA E CASO OS CONSELHOS SEJAM DIVERGENTES?...EXTREMAMENTE IMPRUDENTE DA PARTE DO DIGNISSIMO RESPONSAVEL PELA SECÇÃO DE ASTROLOGIA,LANÇAR ASSIM A FÓRMULA PARA O AR...

AINDA BEM QUE JÁ VI O VICKY CRISTINA BARCELONA:

"Cristina, on the other hand, expected something very different out of love. She had reluctantly accepted suffering as an inevitable component of deep passion, and was resigned to putting her feelings at risk. If you asked her what it was she was gambling her emotions on to win, she would not have been able to say. She knew what she didn't want, however ! "

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

"SE TU ME AMASSES, E EU TE AMASSE, COMO TE AMARIA"

"O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já."

J.Saramago

sábado, 24 de janeiro de 2009

PESSOA E CAMANÉ - QUEM RESISTE?

"Deixei atrás os erros do que fui
Deixei atrás os erros do que quis
E que não pude haver porque a hora flui
E ninguém é exacto nem feliz

Tudo isso como o lixo da viagem
Deixei nas circunstâncias do caminho,
No episódio que fui e na paragem,
No desvio que foi cada vizinho

Deixei tudo isso, como quem se tapa
Por viajar com uma capa sua,
E a certa altura se desfaz da capa
E atira com a capa para a rua"

E Pronto...

Agora não. Talvez daqui a uma hora, amanhã, depois de amanhã, mais tarde, mas agora não. Agora aguen­ta-te, finge que és forte, sorri ou, pelo menos, puxa os cantos da boca para cima: se mantiveres os olhos se­cos vão pensar que é um sorriso. Então basta pedir
- Com licença
e saíres.


(...) um dos pes­cadores procura isco na alcofa, os morros de Almada, uma paz tão grande não é, um sossego lento não é, uma calma não é, a tristeza a dissolver-se, fecha os olhos, descansa, e vais ver que daqui a nada já não te lembras que acabámos, daqui a nada já nem te lembras de mim.

António Lobo Antunes, in Crónicas na Revista Visão

"SEREI CAPAZ DE SER CAPAZ?"



"SEREI CAPAZ DE RIMAR POMBOS COM HORTENSIAS?"

"HÁ ALTURAS EM QUE NECESSITO TANTO QUE DEUS SE PREOCUPE COMIGO"

" OS OLHOS ADORMECEM SEM MIM"

" QUE AMARGA ESTA SEXTA FEIRA SANTA. NÃO É DA SOLIDÃO: NUNCA ME SINTO SÓ. QUANDO ESTOU SOZINHO SOU TODO MEU, DIZIA LEONARDO, E ENTENDO-ME COMIGO"

CRY ME A RIVER


" QUANDO CHEGARÁ A ALTURA DE VOLTAR PARA CASA, DE VOLTAR PARA TI? AINDA HAVERÁ CASA? AINDA HAVERÁS TU? A CASA NO FIM DA VILA"

...


"Acho que não devia fazer electrocardiogramas eu, devia fazer escalas de Richter porque me parece que em lugar de coração tenho um sismógrafo cuja agulha assinala o menor estremeço interior ou exterior com uma amplitude imensa: basta-me viver para a agulha não parar e que cordilheiras de tinta os meus dias. Se me perguntam
– Como vais?

só tenho a mostrar riscos enormes, capazes de fazerem cair todos os prédios da cidade e espanta-me que Lisboa permaneça intacta e o chão nem oscile."

ALA - quem mais...

ME MYSELF AND I

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Sei que não vou por aí

" "Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou..."

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

LOST & FOUND

EU SOU MESMO FELIZ!

OUSO DIZER SEM RECEIOS! TODOS OS DIAS - MTAS VEZES! UNS MAIS QUE OUTROS...
HOJE ACORDEI COM O NASCER DO SOL NO TEJO - LIIINDO! ENTREI NO CARRO E ESTAVA A TOCAR A MUSICA PELA QUAL ANDO APAIXONADA!E ATE AS 09.24 SAO MOTIVOS SUFICIENTES PARA DIZER: EU SOU MESMO FELIZ!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

LIKE A CAT ON A HOT TIN ROOF

Maggie: Is it any wonder? You know what I feel like? I feel all the time like a cat on a hot tin roof.
Brick (offering a solution): Then jump off the roof, Maggie, jump off it. Now cats jump off roofs and they land uninjured. Do it. Jump.
Maggie: Jump where? Into what?
Brick: Take a lover.
Maggie (angrily): I don't deserve that! I can't see any man but you. With my eyes closed, I just see you. Why can't you get ugly Brick? Why can't you please get fat or ugly or somethin' so I can stand it?
Brick: You'll make out fine. Your kind always does.
Maggie: Oh, I'm more determined than you think. I'll win all right.
Brick: Win what? What is, uh, the victory of a cat on a hot tin roof?
Maggie: Just stayin' on it, I guess. As long as she can.

...

"se perguntarem por mim digam que voei"
Alice Vieira

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

"sei poucas coisas, quase nada, mas sei isto sobre ti."


"gosto de saber que estarás sempre disponível a tentar comigo, até as coisas impossíveis e impensáveis.
que virás sempre comigo, mesmo que para falhar.
que me ensinas a conjugar os verbos simples, aqueles que dão asas e são ninho.
que enquanto estiveres ao meu redor não morrerei todos os dias."

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

"ergo sum

Demoro lenta e suave a ver-te fugir.

Estou aqui
a ser a tua ausência."

...

"Tanto ruído no interior deste silêncio: são as vozes dos outros a falarem em mim, pessoas de quem gostei, pessoas que perdi, gente que tenho ainda."
ALA

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

QUEM SE LEMBRA DO TAO TAO?


FIQUEI TAO FELIZ!ENTERNECIDA! REENCONTRÁ-LO AO FIM DE TANTOS ANOS... AMOR ADOREI A SURPRESA! SO A MINHA ELSINHA COMPREENDE ESTA PAIXÃO - ONTEM FOI VER-NOS EM EXTASE, EM PLENA SANTA APOLONIA!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

...Em Lisboa a gente morre sem idade.
Devagar. Como se faz uma canção.
E há um pássaro que voa. É a saudade.
E uma janela aberta. O coração.

Joaquim Pessoa

PERDIDA EM LISBOA




"Quando atravesso - vinda do sul - o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas -
Vejo-a melhor porque a digo
Tudo se mostra melhor porque digo
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
Porque digo
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
Seu conivente sorrir de intriga e máscara
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
Lisboa oscilando como uma grande barca
Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência
Digo o nome da cidade
- Digo para ver"

Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 29 de julho de 2008

...

"Quando não se ama demais, não se ama o suficiente."

"Maximes d'Amour pour les Femmes"
Bussy-Rabutin , Roger

sexta-feira, 4 de julho de 2008

I WAS MADE FOR YOU



DA CLAU PARA O MIGUI, DA GUI PARA O PIPO!
MAIS UMA DAS "NOSSAS" MUSICAS AMIGA! MISS YOU...
SABES SEMPRE DO QUE GOSTO, SEM PRECISAR DE TE DIZER...VAMOS IMIGRAR PRA ANGOLA! LOOOOL

"All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you

I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
Yeah you do and I was made for you

You see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through like you do
And I was made for you..."

E MAIS MED




FESTIVAL MED













quinta-feira, 26 de junho de 2008

CANIÇO BEACH PARTY 2008



As morangoskas com areia nos pés e aquele nosso recanto sob o luar, deixaram recordações!
( tenho impressão que as " amigas" da amiga do Hugo, também ;))

MUUUUUUUUUUUAAAAAAAAAAAAAAAAAAA


AMANHA NO CENTRO OLGA CADAVAL, EM SINTRA, VAI A PALCO PATRICIA VASCONCELOS COM O SEU NOVÍSSIMO " SE O AMOR FOSSE SO ISSO ", E EU GANHEI BILHETES NA ANTENA 1 - RADIO DO MEU CORAÇÃO - E NÃO VAMOS PODER IR.

QUE INVEJA DA RAQUEL&COMPANHIA!!! AO MENOS A " SUBSTITUIÇÃO" SERÁ A ALTURA...

FESTIVAL MED


INICIOU ONTEM EM LOULÉ MAIS UM FESTIVAL MED!!!e em Loulé não se fala noutra coisa, até na Conservatória ;)E HJ LÁ ESTAMOS!!!

ESTE É O FESTIVAL QUE PRENTENDE DIVULGAR A CULTURA MEDITERANEA EM TODAS AS SUAS VERTENTES:O FESTIVAL INVADE A CIDADE DE LOULÉ, FAZENDO-NOS RECUAR NO TEMPO... O CENTRO HISTÓRICO DE LOULÉ TRANSFORMA-SE NUMA PEQUENA MEDINA, " no palco das 1001 noites",E AS INFLUÊNCIAS ARABES DA REGIÃO REVELAM-SE, NA ARQUITECTURA, NOS SABORES! QUANTO Á MUSICA, É VARIADA MAS TODA DE ALTÍSSIMA QUALIDADE, TRAZENDO UM CARIZ MULTICULTURAL AO FESTIVAL, QUE ESTE ANO CONTA COM MAIS DE 40 ARTISTAS E 5 PALCOS!

NA EDIÇÃO DO ANO PASSADO OS BAJOFONDO TANGO CLUB, BSO DE BABEL, PREMIADA COM O OSCAR MELHOR BSO, APAIXONARAM!

Hoje contamos com Jimmy Cliff, e o reggae da Jamaica, Roy Paci & Aretuska da Sícilia com o seu jazz vanguardista, os espanhóis Muchachito Bombo Infierno e ainda os projectos Velha Gaiteira,Fad'Nú e Batukalgarve,and so on...

De ressalvar que a inicitiva é candidata ao prémio “Algarve Maximus – Prémios Turismo do Algarve”, através dos quais a Região de Turismo do Algarve pretende distinguir pessoas, entidades ou empresas que tenham contribuído para a promoção e ou qualidade do Turismo na região.

http://www.festivalmed.com.pt/2008/

para amanha prometo fotos, muitas! NOSSAS

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Alfredo Almeida Coelho da Cunha


Torga

Resende


Pomar

Manoel de Oliveira

António Gedeão

Eugénio de Andrade

Cesariny

... O sentido da existência deve ser esse mesmo...apaixonarmo-nos constantemente, assim quando não esperamos!Os meus "mestres" assim reproduzidos...tiram-me o folego, permitem-me, hoje, ir dormir mais em paz...